As redes sociais desempenham um papel enorme em nossas comunicações e interações diárias. Entretanto, o controle centralizado dessas plataformas criou muitos problemas: violações de dados, interrupções de servidores, "desplataformalizações", censuras e violações de privacidade são algumas das ações negativas que as mídias sociais costumam executar. Para combater esses problemas, os desenvolvedores estão construindo redes sociais no Ethereum. As redes sociais descentralizadas podem resolver muitos dos problemas das plataformas de redes sociais tradicionais e melhorar a experiência geral dos usuários.
O que são as redes sociais descentralizadas?
As redes sociais descentralizadas são plataformas que permitem que os usuários troquem informações, bem como publiquem e distribuam conteúdo para o público. Como esses aplicativos são executados no blockchain, eles são capazes de ser descentralizados e resistentes à censura e controle indevido.
Muitas redes sociais descentralizadas existem como alternativas aos serviços já estabelecidos de mídia social, como Facebook, LinkedIn, Twitter e Medium. Mas as redes sociais baseadas em blockchain têm vários recursos que as colocam à frente das plataformas sociais tradicionais.
Como funcionam as redes sociais descentralizadas?
As redes sociais descentralizadas são uma classe de aplicativos descentralizados (dapps) — aplicativos alimentados por implantados na blockchain. O código do contrato serve como back-end para esses aplicativos e define a lógica de negócios deles.
As plataformas tradicionais de mídia social dependem de bancos de dados para armazenar informações do usuário, códigos do programa e outras formas de dados. Mas isso cria pontos únicos de falha e introduz um risco significativo. Por exemplo, os servidores do Facebook ficaram offline por horas (opens in a new tab), um caso famoso, em outubro de 2021, impedindo o acesso dos usuários à plataforma.
As redes sociais descentralizadas existem em uma composta por milhares de nós em todo o mundo. Mesmo que alguns nós falhem, a rede funcionará ininterruptamente, tornando os aplicativos resistentes a falhas e interrupções.
Usando sistemas de armazenamento descentralizados como o Sistema de Arquivos Interplanetário (IPFS) (opens in a new tab), as redes sociais construídas no Ethereum podem proteger as informações do usuário contra exploração e uso mal-intencionado. Ninguém venderá suas informações pessoais para anunciantes, nem mesmo os hackers poderão roubar seus dados confidenciais.
Muitas plataformas sociais baseadas em blockchain possuem tokens nativos que potencializam a monetização na ausência de receita de publicidade. Os usuários podem comprar esses tokens para acessar determinados recursos, concluir compras no aplicativo ou dar gorjetas a seus criadores de conteúdo favoritos.
Benefícios das redes sociais descentralizadas
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As redes sociais descentralizadas são resistentes à censura e abertas a todos. Isso significa que os usuários não podem ser banidos, removidos da plataforma ou restritos arbitrariamente.
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As redes sociais descentralizadas são construídas sobre ideais de código aberto e disponibilizam o código-fonte dos aplicativos para inspeção pública. Ao eliminar a implementação de algoritmos opacos comuns nas mídias sociais tradicionais, as redes sociais baseadas em blockchain podem alinhar os interesses de usuários e criadores de plataformas.
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As redes sociais descentralizadas eliminam o “intermediário”. Os criadores de conteúdo têm propriedade direta sobre seu conteúdo e se envolvem diretamente com seguidores, fãs, compradores e outras partes, com nada além de um contrato inteligente entre eles.
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Como dapps em execução na rede Ethereum, que é mantida por uma rede global ponto a ponto de nós, as redes sociais descentralizadas são menos suscetíveis a tempo de inatividade do servidor e interrupções.
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As plataformas sociais descentralizadas oferecem uma estrutura de monetização aprimorada para criadores de conteúdo por meio de , pagamentos com criptomoedas no aplicativo e muito mais.
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As redes sociais descentralizadas oferecem aos usuários um alto nível de privacidade e anonimato. Por exemplo, um indivíduo pode entrar em uma rede social baseada em Ethereum usando um perfil ou uma — sem ter que compartilhar informações de identificação pessoal (PII), como nomes, endereços de e-mail etc.
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As redes sociais descentralizadas contam com armazenamento descentralizado, e não com bancos de dados centralizados, sendo consideravelmente melhores para proteger os dados do usuário.
Redes sociais descentralizadas no Ethereum
A rede Ethereum se tornou a ferramenta preferida dos desenvolvedores que criam redes sociais descentralizadas graças à popularidade dos tokens e à base massiva de usuários. Veja alguns exemplos de redes sociais baseadas no Ethereum:
Mirror
Mirror (opens in a new tab) é uma plataforma de escrita habilitada para a web3 que visa ser descentralizada e de propriedade do usuário. Os usuários podem ler e escrever gratuitamente na Mirror simplesmente conectando suas carteiras. Os usuários também podem coletar textos e assinar seus escritores favoritos.
As publicações no Mirror são armazenadas permanentemente na Arweave, uma plataforma de armazenamento descentralizada, e podem ser cunhadas como tokens não fungíveis (NFTs) colecionáveis, conhecidos como Writing NFTs. A criação de Writing NFTs é totalmente gratuita para os escritores, e a coleção acontece em uma da Ethereum — tornando as transações baratas, rápidas e ecologicamente corretas.
MINDS
MINDS (opens in a new tab) é uma das redes sociais descentralizadas mais utilizadas. Funciona como o Facebook e já conseguiu milhões de usuários.
Os usuários usam o token nativo da plataforma, $MIND, para pagar por itens. Os usuários também podem ganhar tokens $MIND publicando conteúdo popular, contribuindo para o ecossistema e indicando outras pessoas para a plataforma.
Farcaster
Farcaster (opens in a new tab) é uma rede social "suficientemente descentralizada" semelhante ao X e ao Reddit que permite aos usuários compartilhar e descobrir "casts". Ela é construída na rede L2 da Optimism para manter as transações relativamente baratas.
Use redes sociais descentralizadas
- Status.app (opens in a new tab) - Status é um aplicativo de mensagens seguro que usa um protocolo ponto a ponto de código aberto e criptografia de ponta a ponta para proteger suas mensagens de terceiros.
- Mirror.xyz (opens in a new tab) - O Mirror é uma plataforma de publicação descentralizada, de propriedade do usuário, construída no Ethereum para que os usuários financiem ideias coletivamente, monetizem conteúdo e construam comunidades de alto valor.
- Lens Protocol (opens in a new tab) - O Lens Protocol é um grafo social componível e descentralizado que ajuda os criadores a assumirem o controle de seu conteúdo onde quer que eles estejam no jardim digital da internet descentralizada.
- Farcaster (opens in a new tab) - Farcaster é uma rede social suficientemente descentralizada. É um protocolo aberto que pode oferecer suporte a muitos clientes, como o e-mail._
- Ethereum Follow Protocol (opens in a new tab) - O Ethereum Follow Protocol é um grafo social on-chain totalmente descentralizado para contas Ethereum, que promove a visão de uma pilha de identidade modular do Ethereum, complementando o ENS e o SIWE.
- Ethereum Comments Protocol (opens in a new tab) - Uma nova primitiva de conteúdo social programável no Ethereum para colocar seus pensamentos on-chain.
Redes sociais da Web2 no Ethereum
As plataformas sociais nativas da não são as únicas que tentam incorporar a tecnologia blockchain nas redes sociais. Muitas plataformas centralizadas também estão explorando ou experimentando a integração do Ethereum em sua infraestrutura:
Navegador Brave
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O Brave integrou o Basic Attention Token (BAT) (opens in a new tab), um token ERC-20 construído no Ethereum, em seu ecossistema de navegador para revolucionar a publicidade digital e o suporte a criadores de conteúdo.
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O programa Brave Rewards (opens in a new tab) permite que os usuários ganhem BAT ao visualizar anúncios que respeitam a privacidade e, em seguida, contribuam automaticamente para sites e criadores de conteúdo em várias plataformas como YouTube, Twitter e GitHub com base no tempo de atenção.
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Os criadores de conteúdo podem se registrar como criadores verificados do Brave (opens in a new tab) para receber essas contribuições diretamente em suas carteiras Ethereum, criando uma ponte entre as plataformas web tradicionais e a monetização baseada em blockchain.
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Os tokens BAT existem de forma independente na blockchain do Ethereum, permitindo que os usuários os transfiram para carteiras pessoais ou corretoras depois de ganhos.
Plataforma de Música Audius
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Audius (opens in a new tab) é uma plataforma de streaming de música que usa a tecnologia blockchain do Ethereum para conectar artistas diretamente aos fãs.
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A plataforma apresenta uma arquitetura descentralizada híbrida onde o conteúdo é armazenado no IPFS enquanto utiliza a blockchain para os direitos de propriedade e o token AUDIO (opens in a new tab).
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A Audius estabeleceu uma parceria com o TikTok (opens in a new tab), levando a funcionalidade da Web3 ao público geral e permitindo que os artistas monetizem seu conteúdo por meio da tecnologia blockchain.
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Os detalhes técnicos da plataforma estão disponíveis em seu whitepaper (opens in a new tab), mostrando como eles construíram sobre a infraestrutura do Ethereum.
Sorare Fantasy Sports
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Sorare (opens in a new tab) é uma plataforma de fantasy sports construída no Ethereum (opens in a new tab) que permite aos usuários coletar, negociar e jogar com cards de jogadores oficiais em NFT.
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Os cards de jogadores são NFTs verificáveis na blockchain do Ethereum, e os contratos inteligentes da plataforma podem ser visualizados no Etherscan (opens in a new tab).
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O Sorare combina a jogabilidade tradicional de fantasy sports com a propriedade de ativos digitais na blockchain, trazendo a funcionalidade de financiamento com Ethereum (opens in a new tab) para os fãs de esportes tradicionais.
Twitter/X (Gorjetas com Criptomoedas)
O Twitter (opens in a new tab) (agora X) incorporou a tecnologia blockchain de várias maneiras para aprimorar a monetização de criadores e a verificação de identidade digital:
- Gorjetas com Criptomoedas: A plataforma integrou gorjetas com Ethereum (opens in a new tab), permitindo que os usuários enviem pagamentos por meio de carteiras baseadas em Ethereum, como a Strike.
Ao integrar recursos de blockchain, o X está construindo uma ponte entre as experiências sociais da Web2 e a propriedade digital descentralizada.
Leitura adicional
Artigos
- Descentralizando as redes sociais: um guia para a pilha social da web3 (opens in a new tab) - Coinbase Ventures
- As Redes Sociais São a Próxima Grande Oportunidade de Descentralização (opens in a new tab) — Ben Goertzel
- A Web3 detém a promessa de redes sociais descentralizadas e alimentadas pela comunidade (opens in a new tab) — Sumit Ghosh
- Uma Visão Geral do Cenário de Mídia Social Blockchain (opens in a new tab) — Gemini Cryptopedia
- Como a Blockchain Pode Resolver a Privacidade nas Redes Sociais (opens in a new tab) — Prableen Bajpai
- Descentralização Suficiente para Redes Sociais (opens in a new tab) — Varun Srinivasan
Vídeos
- Mídia Social Descentralizada Explicada (opens in a new tab) — Coinmarketcap
- A Blockchain DeSo Quer Descentralizar as Redes Sociais (opens in a new tab) — Bloomberg Technology
- O Futuro da Mídia Social Descentralizada com Balaji Srinivasan, Vitalik Buterin, Juan Benet (opens in a new tab) — ETHGlobal
Comunidades
Última atualização da página: 23 de fevereiro de 2026
