O que acontece quando você financia a cultura, não apenas o código

Esta história foi originalmente publicada como uma thread convidada no perfil @Ethereum no X (opens in a new tab) em 30 de maio de 2025. Ela foi levemente editada para facilitar a leitura.
Jornada para a disrupção
O que acontece quando você usa o Ethereum não apenas para financiar código, mas também a cultura?
Aqui está a minha jornada, de animadora de memes de finanças descentralizadas (DeFi) à construção de uma plataforma de filmes descentralizada no Ethereum.
Tentando romper com o antigo sistema de Hollywood porque ele é péssimo.
Meu primeiro momento viral aconteceu quando fiz o vídeo de anúncio do Uniswap v3 (opens in a new tab) em 2021, que teve mais de 500.000 visualizações em 24 horas.
Eu o cunhei como um NFT e ele foi vendido por 310 ETH.
Mas o que o tornou histórico foi quem o comprou...
PleasrDAO e a ascensão da propriedade coletiva
Não foi uma baleia. Foram 23 endereços de carteira que criaram uma DAO na hora para reunir fundos e vencer o leilão. Eles se autodenominaram @PleasrDAO (opens in a new tab).
Essa venda deu início a uma onda de formação de capital coletivo que ainda sentimos hoje.
Foi um momento cultural que provou que a coordenação de capital coletivo no Ethereum não era apenas possível, mas poderosa. Isso ajudou a inspirar o protocolo Juicebox, a PartyDAO e muito mais.
O Ethereum se tornou uma tela para novas formas de ação coletiva.
Mais tarde naquele verão, fiz os NFTs que financiaram coletivamente o Ethereum: The Infinite Garden (opens in a new tab), o primeiro documentário em longa-metragem sobre o Ethereum.
Ele arrecadou 1.036 ETH em 48 horas, financiado inteiramente pela comunidade do Ethereum.
Isso me fez fazer uma pergunta maior: se o Ethereum pôde financiar um filme, por que não vários?
Ele poderia substituir totalmente o sistema desatualizado e burocrático de Hollywood e remodelar a forma como as histórias são feitas?
Construindo um estúdio sem intermediários
Comecei a Shibuya (opens in a new tab) com Maciej Kuciara (opens in a new tab). Nosso sonho: uma plataforma onde os criadores possam financiar coletivamente, publicar e evoluir histórias diretamente com suas comunidades. Sem intermediários. Apenas história, comunidade e código.
Nosso primeiro experimento foi uma série de anime chamada White Rabbit (opens in a new tab). Arrecadamos >400 ETH com uma experiência interativa no estilo escolha-sua-própria-aventura:
- Os fãs cunharam NFTs Producer Pass
- Fizeram stake para votar nas decisões do enredo diretamente no player
- Ganharam um ERC-20 (nosso token de atenção)
O ERC-20 foi emitido em uma curva de ligação (bonding curve). Quanto mais cedo e mais engajado você estivesse, mais você ganhava. Os votos (como nomear a personagem principal Mirai) aconteceram via Snapshot.
A participação não foi apenas recompensada, ela ajudou a moldar a própria história.
Uma das partes das quais mais me orgulho: os créditos. Eles não eram estáticos, mas atualizados em tempo real.
Com base na contribuição, os fãs foram creditados como:
- Produtor Executivo
- Produtor
- Produtor Associado
- Assistente de Produção (para o último lugar, rs)
Cada produtor nos créditos é um ENS ou endereço de carteira. A ordem é atualizada ao vivo, como um livro-razão.
É uma das primeiras vezes que o Ethereum foi usado não apenas para financiar um filme, mas para decidir quem recebe os créditos nele. ENS = o novo IMDb.
White Rabbit: Quando as histórias do Ethereum movimentam a cultura
Estreamos White Rabbit no palco principal da Devcon 2024. Ele foi indicado a um VMA e a um Webby, apareceu em um videoclipe do Linkin Park (mais de 100 milhões de visualizações) e Mirai foi capa da Vogue Taiwan.
(Nota do editor: Após a publicação deste artigo, White Rabbit ganhou o prêmio Emmy de Inovação Excepcional em Programação de Mídia Emergente - 2025 (opens in a new tab).)
Não se trata de buscar fama, mas sim de que as histórias do Ethereum podem movimentar a cultura.
Acabamos de lançar 5 pilotos originais de diferentes gêneros, cada um de um criador diferente. Financiados e coproduzidos por nós.
Se você amar um deles, pode financiar o próximo episódio e fazer parte dos créditos. Eles estão no ar e podem ser assistidos gratuitamente em shibuya.film (opens in a new tab).
Isso é mais do que uma coleção de curtas. É uma prova de conceito para um novo tipo de ecossistema de entretenimento.
Ao misturar streaming com financiamento coletivo, podemos capacitar tanto os criadores quanto o público a moldar o futuro da narrativa.
Provando que o sistema funciona
Se quisermos sair da câmara de eco cripto, podemos fazer isso por meio da cultura.
Mas o conteúdo tem que ser forte o suficiente para competir fora desse espaço também. A curadoria é importante!
Se um número suficiente de nós contribuir com o preço de um café, podemos financiar ótimos filmes onchain.
Juntos, podemos provar que esse sistema funciona, para que mais criadores e fãs queiram vir para a Web3. Não porque precisam, mas porque é melhor.
Saiba mais sobre como o Ethereum impulsiona organizações de propriedade coletiva como a PleasrDAO





