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Por que sua segurança online é importante

Um curto vídeo explicativo animado da Anistia Internacional sobre por que a segurança online e a privacidade são importantes para todos, e como a vigilância ameaça os direitos humanos.

Data de publicação: 23 de outubro de 2018

Um curto vídeo explicativo animado da Anistia Internacional sobre por que a segurança online é importante para todos. Por meio de uma conversa entre um agente do governo e um cidadão comum, o vídeo mostra quão rapidamente o argumento de "não ter nada a esconder" se desfaz, e estabelece os critérios rigorosos que a vigilância legítima deve atender.

Esta transcrição é uma cópia acessível da transcrição original do vídeo (abre em uma nova aba) publicada pela Anistia Internacional. Ela foi levemente editada para facilitar a leitura, e rótulos de quem está falando foram adicionados.

"Você não tem nada a esconder, certo?" (0:00)

Agente: Você não se importa com segurança digital, não é?

Cidadão: É! Se você não está fazendo nada de errado, não tem nada a esconder, certo?

Agente: Isso mesmo. Se as pessoas são inocentes, por que a privacidade é tão importante para elas? O que elas estão tentando encobrir?

Cidadão: É, provavelmente são terroristas.

Agente: Você não tem nada a esconder, certo?

Cidadão: Isso mesmo.

Agente: Você não se importa com o que o governo vê, certo? Então não tem problema se olharmos seus e-mails.

Cidadão: Claro, não tem muita coisa lá, na verdade.

Agente: É. Além disso, assim podemos ver quem são sua família e amigos e o que eles estão discutindo.

Cidadão: Por que você quer fazer isso?

Agente: Sabe... segurança. E tenho certeza de que você não se importa se usarmos o microfone e a câmera do seu computador e celular para ouvir e ver o que você está fazendo.

Cidadão: Espera, você pode fazer isso?

Agente: Além disso, vamos instalar uma webcam no seu banheiro, e sei que isso não vai te incomodar.

Cidadão: No banheiro?

Agente: É, é só para combater o terrorismo e essas coisas.

Cidadão: No banheiro?

Agente: Vai ser bem pequena. Você mal vai notar que ela está lá.

Cidadão: Espera aí — nada disso está certo.

Agente: Você não está fazendo nada de errado, está?

Cidadão: Bem, não, mas e a privacidade?

Agente: Achei que você tivesse dito que a privacidade só importava para terroristas.

Cidadão: Bem, não foi exatamente isso que eu quis dizer.

Agente: Você não confia no governo com suas informações mais pessoais?

Cidadão: É, quer dizer, não. Na verdade não. Por que você iria querer esse tipo de informação pessoal? Não me sinto confortável com isso.

Agente: Agora você está começando a soar como um daqueles defensores dos direitos humanos.

Cidadão: Estou começando a entender o ponto deles. Por que as pessoas deveriam ter acesso irrestrito às minhas informações mais pessoais?

Agente: Achei que você não tivesse nada a esconder.

Cidadão: Eu não tenho, mas isso nem importa.

Agente: Você não apoia o seu país?

Cidadão: Eu apoio.

O direito à privacidade (1:30)

Cidadão: E meu país é feito de pessoas. Pessoas com direito à sua própria privacidade. Se os governos querem coletar indiscriminadamente todos os seus dados — e-mails, ligações telefônicas, imagens de webcam e pesquisas na internet — isso não está certo.

Narrador: Existem razões legítimas para os governos usarem a vigilância de comunicações, mas como isso interfere nos direitos à privacidade e à liberdade de expressão, deve ser feito de acordo com critérios rigorosos: a vigilância deve ser direcionada, baseada em suspeita razoável, necessária para atingir um objetivo legítimo, proporcional a esse objetivo e não discriminatória.